A cultura, a nação, Portugal.

a propósito do artigo no jornal Público
"Se a execução orçamental revelar necessidade de mais medidas. Sócrates admite mais austeridade para atingir défice de 4,6% este ano."


Nada disto é normal. Já não é normal há muito tempo. Não são submarinos, não são políticas de austeridade fruto da dita e tantas vezes aclamada crise financeira, não é a justiça que agora não funciona dentro dos tempos previstos para justificar o seu próprio conceito, não é a GNR que deveria ou não arrombar a porta para ir de encontro ao idoso, não é o indivíduo no cargo x, não é a empresa que ganha o trabalho y sem ir a concurso. A questão de fundo somos "nós", que a partir de 74 até aos dias de hoje, pensamos e contribuímos na organização quotidiana deste país, desta sociedade, a forma como intervimos e nos preparamos enquanto pessoas, como nos comportamos no dia-a-dia, o que permitimos ou não bem à frente dos nossos olhos e nada fazemos. Caros concidadãos, os apelos, o lamento, a crítica escrita ou oral num grupo de amigos, a criação de movimentos on-line, a frustração num primeiro estágio, apesar de fortes indicadores da saúde do país e que supostamente levaria qualquer governo ou elite social a meditar sobre o que pretende da sua nação e cultura e aí descer à plateia do teatro da vida, já não chegam. Mas, se me permitem, este é o meu lamento.

Encontrar Portugal lá fora


Os meus agradecimentos ao meu amigo Tó por me ter convidado a contribuir para o "Encontrar Portugal".

Permitam-me principiar por explicar o tema deste artigo. Há pouco tempo, fiz uma descoberta incrível. Um universo que poderia ser classificado como uma dimensão paralela se esse apartamento relativamente à quotaneidade mundana não pudesse fazer levantar a suspeita de prodígios menos milagrosos. Estou a falar de filmes indianos de porrada. Imediatamente, comecei a venerar como o meu novo herói o mítico Rajini Kanth, figura que coloco na minha escala pessoal de ídolos logo acima de Zézé Camarinha e abaixo unicamente de Chuck Norris. E, tal como o Rajini, as outras grandes estrelas do cinema de acção indiano, que, ainda que, para mim, não possam ser equiparadas a Rajini, são perfeitamente capazes de capturar um rinoceronte com as mãos desarmadas e fazer dele um guisado. Ou seja, decidi abordar este artigo de forma oposta à proposta pela frase "Ir para fora cá dentro". O meu artigo tem a ver com "Encontrar Portugal lá fora". Na impossibilidade humana de nos encararmos de frente, é só olhando para fora que nos podemos tentar ver. Quando éramos crianças, ríamos com as imagens da Casa dos Espelhos, que nos devolvem um nosso reflexo em que estamos muito gordos, ou muito magros, ou muito esticados, ou muito encolhidos. Depois, aprendemos que mesmo o espelho lá de casa nos mostra a nossa imagem invertida e, portanto, que deviamos parar de rir. Porque o facto é que somos muito gordos, e muito magros, e esticados, e encolhidos, só não sabemos isso porque estamos habituados a ver a nossa imagem apenas invertida. E tenho a sensação nítida que, quando o grande Rajini Kanth sorri para a câmera, está a sorrir para mim e para as pessoas que conheço todos os dias. Porque, quando vejo os filmes do Rajini Kanth, e depois ouço falar de um país onde os "Malucos do Riso" são um sucesso de audiências e são considerados a maior jóia da coroa da comédia nacional tenho que chegar à conclusão que estamos a falar do mesmo sítio, certo? Certíssimo. Vieram ambos exactamente do mesmo sítio. Deixo, abaixo, uma selecção de alguns dos melhores momentos de acção do cinema indiano.

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Hermano Moura

FMI da Bola

FMI da Bola prestes a entrar em Portugal.


Segundo o que o Público noticia:
"O vice-presidente dos comités executivos da FIFA e da UEFA, Angel Villar, e o director da Unidade de Desenvolvimento das Federações Nacionais, Thierry Favre, vão marcar presença na Assembleia Geral da FPF de 29 de Janeiro.
Segundo anunciou à agência Lusa fonte próxima do processo, Angel Villar e Thierry Favre, membro da UEFA, estão presentes face às “preocupações já anteriormente manifestadas” pelos dois organismos “relativamente à aprovação dos Estatutos”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a presença de Villar e Favre insere-se “no âmbito da política de acompanhamento às federações nacionais”.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) convocou uma assembleia geral extraordinária da FPF para 29 de Janeiro, no sentido de votar e aprovar a alteração dos estatutos antes das eleições de 5 de Fevereiro.

A FPF ainda não adequou os seus estatutos ao regime jurídico, em vigor desde 31 de Dezembro de 2008, o que deveria ter acontecido até ao início do ano passado."

O outro, por cá se espera....

Portugal para o Mundo (2ª)

Aos olhos da CIA:

(publicação anual da Central Intelligence Agency (CIA) dos Estados Unidos da América com informações de base, em estilo almanaque, sobre os países do mundo. O livro fornece um resumo de duas a três páginas da demografia, localização, telecomunicações, governo, indústria, capacidade militar etc, de todos os países e territórios do mundo reconhecidos diplomaticamente pelos EUA)